Cidades
Acusado de dopar, espancar e estuprar jovem no Agreste é considerado foragido da Justiça
Polícia Civil intensifica diligências para capturar Victor Hugo, que teve prisão preventiva decretada na última quarta-feira (02)

Apontado como principal suspeito Victor acusado de dopar, espancar barbaramente e estuprar Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, é considerado foragido da Justiça. A informação foi confirmada, após a decretação da Polícia Civil de Alagoas está intensificando as diligências para tentar localizá-lo e cumprir o mandado de prisão.
O crime, ocorrido no dia 6 de dezembro de 2024, em Coité do Nóia, no Agreste, chocou a população pela brutalidade e obteve forte repercussão em todo o Estado. Maria Daniela foi encontrada desorientada, com sinais de violência e um grave traumatismo craniano, ficando em coma por quatro dias. Exames confirmaram a presença de substâncias psicoativas em seu organismo, algumas comumente utilizadas em crimes sexuais.
Desde o cometimento do crime, a jovem enfrenta sequelas neurológicas e transtornos psiquiátricos, necessitando de acompanhamento médico constante. A defesa da jovem e seus familiares vêm cobrando Justiça e maior celeridade no processo. Com a prisão preventiva decretada, a expectativa agora é que Victor Hugo seja localizado e responsabilizado pelos crimes.
A Polícia Civil segue investigando o caso e busca informações que possam levar ao paradeiro do acusado. Denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia 181.
Pais da vítima e do suspeito se manifestam em vídeos nas redes sociais
A repercussão do caso também levou os pais da vítima e do suspeito a se manifestarem publicamente por meio de vídeos nas redes sociais. José Domingos Alves, pai de Maria Daniela, afirmou que possui provas documentais que comprovam que a filha foi vítima de abuso sexual e cobrou a punição do responsável. Ele relatou que a jovem saiu de uma confraternização escolar no início de dezembro de 2024 e, após dormir na casa de uma amiga, foi levada por Victor Hugo de carro até a chácara da família dele, onde o crime teria ocorrido, conforme consta na denúncia.
Já o pai do suspeito, identificado como Déo Moto, divulgou um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais, no qual defendeu o filho e alegou que o encontro foi consensual. Segundo ele, Maria Daniela teria chamado Victor Hugo para sair e ambos já teriam se encontrado anteriormente. “Meu filho também foi vítima. Foi a filha dele quem chamou meu filho para sair”, declarou. Ele ainda afirmou possuir mensagens e áudios que comprovariam sua versão dos fatos e criticou a exposição do caso.
Apesar das declarações do pai, do suspeito, a investigação conduzida pela Polícia Civil e o laudo pericial apontam a presença de substâncias psicoativas no organismo da vítima, algumas associadas a crimes sexuais. O inquérito policial embasou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e a decisão da Justiça de decretar a prisão preventiva de Victor Hugo, que segue foragido.
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